Existe vida há 4 mil milhões de anos e a Humanidade tem 200 mil anos.
Nos últimos 100 anos as perturbações introduzidas no equilíbrio do planeta foram superiores a todo o tempo anterior.
Sabia que:
- 20% da População consome 80% dos recursos.
- 50% da produção de cereais é para alimentação de animais para posterior consumo de carne.
- Todos os anos são destruídos 13 Milhões de hectares de florestas para os diversos fins.
- Para produzir 1 único kilo de carne são necessários 13.000 litros de água e 4.000 litros para um kilo de arroz.
A Humanidade tem apenas 10 anos para inverter esta tendência e tornar-se consciente da extensão total da destruição da Terra e alterar os seus modelos de consumo.
Yann Arthus-Bertrand, o realizador, traz-nos imagens aéreas únicas de mais de 50 países, partilhando esperanças e receios num filme que lança a primeira pedra do edifício que, todos juntos, teremos de reconstruir.
Quem lá esteve sabe como foi! Para quem não esteve não adianta tentar explicar, ainda estão para ser inventadas palavras que descrevam esta noite.
O Rock 'n Roll é assim:
SETLIST
Rock N' Roll Train Hell Ain't a Bad Place to BE Back in Black Big Jack Dirty Deeds Done Dirt Cheap Shot Down in Flames Thunderstruck Black Ice The Jack Hells Bells Shoot to Thrill War Machine Dog Eat Dog Anything Goes You Shook Me All Night Long T.N.T. Whole Lotta Rosie Let There Be Rock
Encore:
Highway to Hell For Those About to Rock (We Salute You)
A espera foi muito longa mas finalmente surgiu opurtunidade de ver estes guerreiros nacionais. Os RAMP, com um novo album acabadinho de aprontar deram um salto ao norte e pararam por Guimarães.
No entanto antes de os ver ainda tive a contemplar as prestações de Black Burn Hate e dos Hacksaw.
Gostei de ambos os concertos, se bem que foram os dois muito diferentes. Os primeiros aparesentaram um rock/metal bem musculado com estruturas simples e várias melodias. Como ainda estão a começar ainda tem um bom caminho pela frente até atingirem as prestações mais convincentes, mas foi uma boa amostra daquilo que podem vir a fazer. Com a entrada em cena dos Hacksaw o cenário mudou e fomos fustigados por uma doze de brutalidade musical sem pena de nada nem ninguém. Os músicos, desafiaram os limites da velocidade com que se pode manejar um instrumento; o vocalista, sempre com os seus guturais bem colocados e acomodados na vibração das suas músicas. O resultado foi uma verdadeira carnificina musical. Pena o som não ter estado nas melhores condições o que dificultou a percepção de alguns temas.
Finalmente ia ver RAMP. Tinha espectativas de um bom concerto, espectativas essas que não foram defraudadas. Aliás fiquei até bastante surpreendido pelo concerto que vi! Os primeiras temas foram retirados do novo album "visions", que ainda não deviam ser muito conhecidos do público em geral, mas que já demosntraram boas reações. Depois começou o desfile de clássicos, que já são vários. Durante a actuação foi revisitada toda a discografia do grupo, músicas novas e as mais antiguinhas em perfeita comunhão.Try again, Haleluja, How, thoughts , through, black tie, alone, Drop down...foram apenas alguns dos temas que preencheram esta actuação que ultrapassou as duas horas de duração. Pelo meio não faltaram os já característicos discursos do Rui, assim como algumas versões, Anjo da Guarda de António Variações e já mais para o final o hit "walk like an egyptian" das Bangles com o espetacular acompanhamento do público.
Mais uma boa noite de rock!
No final ainda tivemos direito a uma passagem pelos bares da oliveira para um pouco de conversa!
"- ...o que é verdade é que achamos que as relações entre as pessoas estão cada vez mais enfraquecidas. Passa-se muito tempo amarrado ás máquinas, ao computador, e cada vez menos tempo com a família, com os amigos [...] As pessoas deviam aproximar-se mais umas das outras, passar mais tempo umas com as outras. - O nosso grupo de amigos próximos é muito festivo. Sempre que podemos estamos juntos, fazemos festas...ainda ontem, por exemplo, fizemos uma festa na nossa garagem. Organizámo-nos todos e pronto. Achamos que esse é o caminho. A união e o diálogo são mesmo muito importantes."
Era sexta-feira (20 de Março), final de tarde. Uma viagem de comboio. Muitas coisas diferentes do habitual, a companhia, a expectativa, o sentimento, o ambiente. O destino era o Coliseu do Porto, o motivo era testemunhar ao vivo e a cores o talento de Mr.A-Z, Jason Mraz. No bilhete a hora marcada era 20h30, e antes um pouco disso já lá estavamos a escolher o nosso lugar. As idades dos presentes no concerto era a mais variada que já presenciei até hoje, em qualquer concerto. Gente muito novinha, e gente, não velha, mas já com muitas histórias para contar certamente. 20h30 em ponto Jason Mraz sobe ao palco, muito descomprometido, pois apenas lá foi anunciar a primeira banda a actuar nesta noite, surpresa. Pensávamos que ele vinha sozinho,mas não, trouxe uns amigos da noruega. Começamos a fazer contas ás horas, o comboio de volta era ás 0h25.
O nome da banda norueguesa escapou ao meu ouvido. Foi uma surpresa até agradável. Vindos da Noruega e traziam tradição com eles, pelo meio da sua pop alternativa surgiam alguns elementos que remetiam para sonoridades celtas/folk. Música sentida, calma, com muita melodia e harmonia. O concerto durou sensivelmente meia hora e pouco depois destes terem abandonado o palco, volta a surgir o tipo do chapéu de palha para anunciar mais uma banda :s ! Agora uma formação vinda do Reino Unido.
O nome destes, Two spot gobi. Um nome estranho para uma banda nada estranha. Uma sonoridade que se pode ouvir ao virar de qualquer esquina.A uma pop animada com um pouco de jazz superficial juntou-se um feeling a fazer lembrar o próprio Mraz...não me cativaram.
Depois de uma pequena espera finalmente Jason Mraz sobe ao palco pronto a pegar na sua guitarra e nos brindar com o seu bem estar. Chapéus de palha á vista por toda a sala, palco ornamentado por vários vasos, plantas verdes.
Para começar, um pouco de "coyotes"...logo de seguida entra o resto da banda e "Make it mine" é o primeiro tema completo. O público desde logo adoptou uma postura fantástica mantida de início a fim. Letras decoradas na ponta da lingua, muito se cantou e dançou...bonito. O público mais jovem não perdia uma oportunidade para entoarem um uníssono de gritos lancinantes que me irritavam o ouvido =D , mas não os censuro. Que faria eu se com os meus 10 anos me levassem a um show de Sepultura (c/Max Cavalera) ou Pantera ( OMFG).
Continuando. Os temas interpretados iam sendo tirados de todos os seus 3 albúns. Ouviu-se "The remedy" (esta a sofrer uma incorporaçao de wonderwall dos Oasis pelo meio) e "you and I both" do primeiro albúm; do segundo "Life is wonderful", "did you get my message" e "Mr. Curiosity" foram as mais aclamadas; Do albúm mais recente a quantidade de temas tocados foi maior e foram todos eles muito bem recebidos. "Lucky" com a participação da vocalista da banda norueguesa, "Live High","The dinamo volition" com uma coreografia ensaiada por toda a plateia. Jason mostrou-se sempre em plena forma, muito descontraído e a contagiar o público com a sua boa disposição. Dono de uma voz muito bem trabalhada e segura, grande talento. De destacar também a presença do seu acompanhante nas percussões, grande presença em palco, e também do conjunto dos instrumentos de sopro que em algumas músicas estenderam a sua actuação a outros lugares do coliseu que não o palco, algures na plateia nos pisos de cima.
A merecer destaque ficam também 3 músicas retiradas do seu ultimo albúm. Os três pontos altos da noite. "I'm yours" pela reacção instantânea e super efusiva do público, maior coro da noite; "A beatiful mess" a balada da noite; e a fechar "Butterfly", uma música ideal para o fecho, ideal para toda a gente cantar e para quem se quisesse mexer um pouco mais. Curioso pois em albúm nem salta tanto á vista, mas em concerto ganha uma dimensão impressionante.
Final do concerto, 0h05, havia mais que tempo para o comboio. Mais uma viagem de comboio, histórias, gargalhadas e a satisfação por ter valido bem a pena.
Video: Jason Mraz - I'm yours
-Sábado, 21 de Março-
Acordar pelo meio da manhã. Fazer a mala e preparar para uma viagem até Lisboa. Nesta noite era o palco do Coliseu de Lisboa que me esperava.
A saída de Braga estava apontada para as 13h10 mas um telefonema de última hora levou-me a andar à procura de S.Mamede d' Este e de um "batuque" esquecido. Com sensivelmente uma hora de atraso partimos com destino a Lisboa, mas não sem antes fazer uma pausa em casa do Ronhas para um café/porto. Bosingwa, Gugu, Melão e Ronhas lá vão eles, estrada fora. Durante a viagem assunto não faltou...nada mais a dizer.
Perto de Lisboa algum camião deixou cair uma gigantesca grua no meio da auto-estrada e lá tivemos de abandonar o traçado e descobrir caminhos pela nacional. Atrasamos ainda mais. Já em Lisboa mais uma demora para encontrar a residencial...mas rapidamente nos desenrascamos. Descarregar malas,relaxar um pouco e fazemo-nos ao metro em direção ao coliseu. Um panado no pão e um bolo de arroz acompanhados de um fino rápido, ainda havia ensaio no corredor antes de entrarmos em palco. Já estavam perto as 23h quando nos chamaram para o palco. Aqui fui assaltado por um repentino turbilhão de pensamentos e arrepios. Ia entrar pela porta e pisar o palco que muitos daqueles que me inspiram já o pisaram. O grande Max tinha por lá passado um mês antes ou então o Fernando,o Ricardo, o Pedro e o Mike que já por várias vezes ali entraram para olharem um coliseu cheio....Pano em baixo, entramos sorrateiramente ( =D ) para trás dele, e adoptamos uma postura descontraída, sentados. Sobe o Pano e aquela sala com uma plateia praticamente esgotada é uma imagem que me provocou uma sensação que agora é difícil descrever...vá, foi altamente espetacular!!! Lá começou a apresentação que levavamos preparada ( que sofreu uma pequena desformatação ). Começamos a nossa prestação com o instrumental "Percursos" logo seguido do"Dá-me lume". O resto do alinhamento ficou completo com as intrepertações de "Bairro do oriente", "Suevos"(sai um prego), "Primavera", "Asa Branca" e a música de saída, como é que eu hei-de.... Com muita pena minha os discursos do Cuoiso não se ouviam muito bem em cima do palco, mas certamente que esteve bem na comédia, como já é habitual! Passada a actuação e a emoção que foi estar ali a tocar naquele palco para aquela sala, chega a hora de trabalhaaaaaaar. Ou seja, tratar de transportar os instrumentos até á residência. Depois dessa trabalheira regrassavamos ( os caroços) ás imediações do coliseu pois diziam que ia haver festa! E lá fomos nós. Chegados lá, Anacleto não podia ver caroços á frente, ou seja, grande chatice!!!!!! Vamos p'rá festa...onde é a festa?...é ali no Bairro Alto...então vamos, de Taxi!...É aqui o bar?..É!..a festa não é aqui!...mas é...há festa mas é no técnico...mas podem entrar que as senhas da cerveja servem...não tá aqui quase ninguèm...olha então vamos po técnico...parece que uma camioneta nos vem buscar...(uma hora depois)...vamos apanhar táxis ali...mas antes vamos comer! Momento da noite: pastelaria com bolos mesmo bons e caros!!!...vamos lá para o táxi...chegamos ao técnico...onde é a festa??...............o frio já estava a incomodar eu e o quimfim decidimos regressar á base, deixamos o shaggy para trás...mas ele não demorou muito a chegar ao nosso quarto....burro. Dormir....pequeno almoço solitário ás 8h30...dormir outra vez...acordar já fora de horas...carregar instrumentos e encaminhamo-nos para o churrasco no Técnico...comi bem. Vamos lá para Braga, agora de camioneta (deixamos o shaggy para trás e já resa a lenda que nem as ninfas do tejo lhe resistiram). Chegada, 21h. Instumentos mais uma vez...e casa, precisava de dormir.