terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

KREATOR - Caliban - Eluveitie - Emergency Gate @ Teatro Sá da Bandeira 30-01-2009


Norte do país debaixo de chuva intensa. Viagem Braga-Porto feita em condições pouco aconselháveis. Fast-food. Correr para o Teatro.
No palco já estavam os Emergency Gate , sala já a meio gás. E para primeira banda de uma maratona de quatro até se portaram bem, com boas condições de som, com uma sonoridade até bastante aprazível e com alguns malabarismos de guitarrista e vocalista a tocarem os dois ao mesmo tempo na mesma guitarra...divertido. Como não conhecia nada também não me entusiasmaram muito mas deixaram uma boa imagem!









A próxima banda era uma das razões( não a principal) da minha presença no gig, ELUVEITIE. A expectativa era enorme, um bom album lançado nos ultimos fazia antever um forte prestação. Após uma preparação algo demorada do palco, sobe então ao palco a família Eluveitie. Sim, família é o que parecem, 8 membros,homens e mulheres, instrumentos variados,violinos,bandolins,flautas,sanfona (hurdy gurdy) e claro o que não podiam faltar guitarras ,baixo,bateria. Entram de rompante e a togo o gás com "Blood stained ground", uma música com um grande refrão ao melhor nível do que a banda faz e com o público a responder de imediato. A actuação, apesar de curta, apoiou-se em todos os registos de estúdio da banda, temas novos e antigos, ouviu-se de tudo. No entanto são os mais recentes como "Primordial Breath" ou "Tarvos" que mostram melhores picos de criatividade. Já perto do final, claro não podia faltar o grande hit! "Inis Mona"...e ainda não entendo bem o que de tão fantástico tem esta música, mas que tem algo lá isso tem!!!Talvez seja da melodia ou do sentimento a ela inerente mas a verdade é que toca as pessoas sob a forma de algo muito quente e que ninguém resiste parado e foi tudo a mexer dentro do Sá da Bandeira. Para ultima música, uma do primeiro album, uma música também muito forte e que provocou boas reacções embora me parecesse que não fosse das mais conhecidas entre o público. Grande prestação desta banda suiça, pena mesmo ter sido curta, espero poder reve-los em formato expandido.









Caliban. A representarem o tão afamado metalcore. De facto esta banda não me cativou lá muito a atenção pelos albúns que ouvi. Em palco a coisa é a mesma...não é para mim. A verdade é que eles soam muito certinhos e tiveram uma boa performance, sem falhas, mas o estilo das suas músicas não me toca de maneira alguma. Para tornar a coisa menos apetecível, a configuração de som foi a pior da noite e tornava-se complicado identificar os riffs que lideravam as músicas. Gostei muito das vozes feitas pelo guitarrista, boas melodias sensíveis. Já do vocalista principal não vou dizer o mesmo, barregava de mais para o meu gosto! Valeu pela wall of death que mesmo assim foi morninha.





Agora eram esperados com grande fervor e ansiedade os senhores do caos, KREATOR. Foi bonito ver o ajuntamento das várias gerações dentro da sala. Muitos dos que lá estavam devem mesmo ter assistido ao aparecimento da banda no ano de 1985. O próprio ambiente me pareceu recuar no tempo, será que nos 80's eram assim?...tudo a curtir sem se parecer importar com algo mais...eu acredito bem que sim!
A intro "choir of the damned" dá entao o mote para "Hordes of chaos" e de facto o caos foi imediato. Pouquissimas devem ter sido as vivalmas que se atreveram a ficar paradas perante este portento de raiva e agressão...primeiro refrão da noite entoado em coro..everyone against everyone, chaos.... Logo de seguida e sem aviso prévio mais uma das faixas fortes do novo albúm "Warcurse", e estava establecido o alto padrão de qualidade desta prestação. Intenso de início ao fim. O alinhamento das músicas foi um verdadeiro luxo, os grandes clássicos intercalados por temas mais recentes que para se tornarem clássicos só lhes falta mesmo tempo. A rebelião continou ao som de "Extreme Aggression" e foi no anúncio desta que o verdadeiro grito de guerra de Mille Petroza ecoou na sala pela primeira vez esta noite. De seguida e sem aviso..."is there something after you?", "Phobia", mais um clássico, mais um grande coro de vozes, headbang tresloucado e ainda íamos na quarta música."The voices of the dead" tráz um bocado de paz à plateia, pelo menos nos seus momentos iniciais, e foi seguida pela manifesto de "Enemy of God". Durante algumas músicas iam passando vídeos no pano de fundo do palco, alguns alusivos á música e outros que mostravam mesmo a imagem do público em directo, o que só contribuiu para aumentar o nível de manifestação do público...mais uma música do novo album "destroys what destroys you" que antecedeu uma sequencia destruidora..."Pleasure to kill" ("it´s time to kill each otheeeeeer"), "People of the lie"( talvez o refrão melhor acompanhado pelo público), "Coma of souls"(...o que dizer desta...THRASH) ...pedir melhor talvez fosse impossível.













Um pouco de descanso com a into "The Patriarch" enquanto se preparava uma "Violent Revolution". Entretanto o público pedia mais, e os Kreator davam mais...e clássicos..."Terrible certainty" e "Betrayer"...Mille não poupa elogios ( muito merecidos nesta noite) ao público português e desabafa com a plateia antes de "Amok Run"...apesar da correria os presentes não sucumbiam ao cansaço e pareciam querer cada vez mais, e assistimos assim a um "Riot of violence". A bandeira de Portugal com o logo de Kreator que por lá andava serviu de mote ( depois de erguida por Mille e companhia) para a sequência final; "Flag of hate" que foi também precedida pelo já tradicional chamamento da palavra HATE...e como já seria de esperar Mille não descansou enquanto as paredes do Teatro não abanaram com a força do HATE que a plateia gritava...até que...it's time to raise the flag of hate....THRASH...THRASH....e "THOOORRRMENTHOOORR"..chaos & thrash 'till the end.


vídeos:
Kreator - intro + Hordes of chaos:
Eluveitie - Bloodstained ground:




Caliban - wall of death:

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

músicas de sempre e para sempre #8: Mercyful Fate

Mercyful Fate - Last Rites



A par do albúm dos Fight chegou até mim este dos Mercyful Fate. 9. Arrisco já dizer que este é o meu album preferido de Heavy Metal. Na altura foi algo que correspondeu a 100% á imagem que eu tinha do estilo, guitarras fortes com riff incisivos,ritmos avassaladores,letras demoníacas e obscuras. Parecia que era mesmo o que eu procurava naqueles dias, vai-se lá saber porquê.

domingo, 18 de janeiro de 2009

músicas de sempre e para sempre #7: Fight

Fight - Human Crate



Já não tenho bem a certeza mas deve ter sido com este albúm que tive o meu primeiro contacto com o verdadeiro Heavy Metal. Por grande curiosidade que tinha na altura por esta sonoridade, por causa dos "mais velhos" aqui da rua ouvirem e por tudo o que ouvia dizer sobre o estilo...tinha de experimentar, e foi este um dos albúns que me veio parar ás mãos. Fight - a small deadly space. O resultado foi o que já se sabe, gostei e não mais larguei. Talvez por ter sido dos primeiros se tornou tão importante e significante para mim. Ainda não o tenho na minha coleção, pois parece ser uma raridade, mas espero encontrá-lo, tem lugar reservado cá em casa.

domingo, 11 de janeiro de 2009

Danny Cavanagh + Kandia @ Museu D.Diogo de Sousa 10-01-2009

Lembro-me que no ano passado tive de esperar até fins de abril para ver o meu primeiro concerto do ano. 2009 não me fez esperar tanto e nem precisei de sair da cidade. Um bom sinal de mudança. Felizmente, cada vez mais, começam a haver vontades nas pessoas de fazerem as coisas acontecerem, e aqui ficam os meus Parabéns á Rosavelho pelos os espetáculos que tem vindo a organizar.












Nesta noite de sabado, gélida, o público compareceu em boa quantidade, o auditório do museu estava praticamente esgotado. A sala de decoração simplista estableceu uma boa ligação entre o que se ouviu e o que se viu. Vozes, guitarras acústicas,piano de cauda.

Aos Kandia foi-lhes então concedido o privilégio de abrir as hostes. Praticantes de um Metal/Rock moderno e que apelam um pouco ao imaginário gótico, tinham pela frente a missão de transformar a força eléctrica do seu rock em texturas acústicas. Diga-se que o fizeram e muito bem. O pouco que conheci da banda através do seu myspace não chegou para me converter ao interesse e seguimento dos Kandia. Mas após este set acústico ficou bem evidenciada a capacidade artística do grupo. Composições simples mas interessantes sempre acompanhadas por uma voz feminina muito bem limada já e com grande á vontade. Gostei, e agora sim já contam com o meu seguimento ( foi o relembrar de uma boa lição, nunca julgar uma banda pelo seu myspace, confirmar em concerto :p ). Espero agora por uma oportunidade para ver como se comportam no seu formato original!

Intervalo.



Muito descontraidamente Danny entra na sala e senta-se na primeira fila de cadeiras. Conversa uns segundos com alguem da organização talvez, e dirige-se ao palco. Aplausos, muitos, pois ali estava alguem que já faz parte da história, Danny Cavanagh e os seus companheiros nos Anathema já têm aquele lugar ao sol reservado.


Logo de ínicio que demosntrou uma enorme empatia com a plateia, sempre bem disposto e á vontade a soltar algumas piadas. Foi impressionante ver como ele organiza o seu espetáculo, munido de uma pedaleira onde gravava sequências de música e as ponha a repetir em loop enquanto reproduzia outra sequência da mesma música. Isto tudo feito com grande destreza, sem falhas, e com uma enorme sincronização. Fantásticos foram aqueles momentos em que as sequências em loop eram cerca de 4 ou 5, gravadas todas de seguida ali á frente dos nossos olhos, e Danny largava a guitarra e ainda se sentava ao piano para acrescentar algo mais, como se aquilo que ouviamos e viamos nao fosse suficiente. Durante o concerto que rondou as 2h de duração, ouviram-se grandes clássicos dos Anathema, intercalados com grandes clássicos de grandes bandas. Temas como "Lost Control", "Fragile Dreams", "Forgotten Hopes", "Temporary Peace", "Hope" ou "One last goodbye" que "calaram" literalmente a audiência enquanto assistia em extase contido.





Especialmente para mim ( ou não..) tocaram "Angelica", numa versão muito alternativa toda em piano, "Are you There" e "Inner Silence". No que toca a covers ouviu-se "wish you were here" e "high hopes" dos eternos Pink Floyd, "Nothing else matters" dos Metallica dedicada a um tal Fernando, a impressionante "Big Love" de Fleetwood Mac numa interpretação que só mesmo visto, nota máxima para este momento! Eis que Danny questiona "any metalheads at the audience?", horns up, claro que sim!!!...e somos brindados com uma versão em piano de "Wasted years" dos Iron Maiden. Para o final, já quando Danny tinha esgotado a lista de músicas...mas faltava uma cover...tinha-se mesmo esquecido pois ele mesmo o assumiu, "Brothers in arms" dos Dire Straits dedicada a quem passa dias difíceis para os lados de Israel. Acabou assim em grande esta actuação irrepreensível e memorável ,carregada de emoção e finalizada pela frase "it´s impossible fighting for peace". No final ainda consegui descobrir quem era o tal Fernando a quem foi dedicada a "Nothing else matters", era o Ribeiro dos Moonspell eheh =), aproveitei para confirmar com ele que tinha corrido tudo bem no dia anterior em Guimarães e para dar os parabéns pelo Lusitanian Metal DVD. E assim foi mais uma noite para mais tarde recordar.
Vídeos (apenas clips de som, não havia muita luz na sala)

Kandia - rise


Danny Cavanagh - Angel ica
Danny Cavanagh - are you there?

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

let it snow...

E finalmente nevou...tantas disse e ouvi dizer podia era nevar ...e hoje foi o dia 09-01-2009.

como ela caía:


...aqui já muita tinha derretido mas imaginem um leve manto branco nesta paisagem:

..mais ao final da tarde:



Músicas de sempre e para sempre #6 : MM

Marilyn Manson - The reflecting god



Marilyn Manson - Rock is dead!



aqui está, em dose dupla, Marilyn Manson. Um dos maiores ícones dos meus tempos passados.

sábado, 3 de janeiro de 2009